Dor na Região torácica   « Voltar
 

Problemas vertebrais (torácicas): Bloqueios das articulações vertebrais proveniente de diversas causas, como traumas, movimentos repetitivos, dentre outros, podem acarretar em stress articular em outros segmentos, gerando problemas articulares. Na região vertebral, acometerá basicamente a articulação facetária, discal, costotranversa e costovertebral, o movimento pode causar muitas dores, por isso é comum a pessoa adotar uma posição antálgica (ombros assimétricos). Esses problemas articulares podem aumentar ou diminuir o tônus de algumas musculaturas que se inserem nas vértebras gerando dores referidas para outros lugares.

Os problemas vertebrais podem levar a dores nas costela, por que as costelas se articulam com o corpo e com o processo transverso das vértebras torácicas.

Tipo de dor: Dor constante, piora com determinados movimentos, pode estar associado a dores de cabeça, escápula e no tórax. Pode doer, também, durante a respiração e rotações do tronco.

Costelas: Traumas e quedas são os principais fatores que geram problemas nas costelas, pois elas acabam amortecendo o impacto. Como as costelas se articulam com as vértebras torácicas, é normal a pessoa acabar sentido dores na região torácica. A lesão nas costelas pode afetar não só as articulações costovertebrais, mas também, os órgãos internos, fáscias, músculos, ligamentos e nervos. Outra estrutura importante é o osso esternal que irradia dores na torácica.

Tipo de dor: Dor nos movimentos do tronco (rodar, fletir ou inclinar), dor ao respirar, podendo ter ou não sintomas musculares (dor ao contrair os músculos das costas) e dores neurológicas (nervos intercostais - dor em faixa).
 
Ligamentar: Na região torácica, a estrutura ligamentar que pode causar dor são: ligamento comum vertebral posterior, ligamento amarelo, interespinhais e cápsula articular costovertebral. Eles são inervados e acabam sempre acometidos quando existe algum problema articular e/ou discal, pois realizam a estabilização vertebral. São inervados pelo mesmo segmento vertebral.

Tipo de dor: Dor latente, ela começa forte e vai melhorando ao longo do dia, mas ao descansar volta a piorar. Dor ao alongamento principalmente ao tensionar o ligamento.

Músculos: Diversos músculos se inserem na região torácica, principalmente o serrátil posterior inferior, rombóides, trapézio inferior e médio, dorsal longo, espinhais, entre outros. As alterações da tensão muscular causada por traumas, esforços, problemas posturais, podem aumentar o trabalho muscular e gerar dores na região torácica.

Tipo de dor: Dói ao realizar contração, pressão e alongamento muscular, pode causar irradiação para outras partes como ombro, braços, lombar, cervical e cabeça.

Diafragma: É uma musculatura muito importante para a nossa sobrevivência, sua contração gera uma pressão negativa dentro da caixa torácica. O diafragma possibilita ¨sugar¨ o ar para dentro dos pulmões e seu relaxamento causa a expulsão do ar. É uma musculatura que envolve várias partes do corpo, ele se liga às ultimas costelas, no esterno, vértebras lombares e na região cérvico-torácica. O diafragma como qualquer musculatura pode alterar o tônus em após traumas na região das costelas, lombares, cervicais (sua inervação provém da região cervical), problemas emocionais e até em vísceras digestivas (tem íntima relação com o diafragma).

Tipo de dor: Dor ao respirar, dor em faixa na região torácica. Pode ter relações com dores cervicais, cabeça e interescapular, sensação de opressão torácica. Sintomas digestivos (pela íntima relação com o fígado e estômago)

Problemas pulmonares: O pulmão é inervado pela região cervical baixa e pelas vértebras torácicas altas. Por isso problemas pulmonares podem referir dores cervicais, torácicas. Outra relação é pela diminuição da mobilidade das costelas, por que os pulmões se inserem diretamente nelas, comprometendo a boa mobilidade delas e gerando dores difusas.
A rigidez causada nas costelas baixas, além de alterar o tônus de diversas musculaturas, ele atua diretamente na contração do diafragma, que também se insere nas costelas
Tipo de dor: Dor contínua, limitante, dá uma sensação de “peso” no tórax e nos ombros. Pode piorar durante os exercícios físicos, são associados sintomas pulmonares como falta de ar, tosse, secreção. Dor na região esternal associada.

Problemas esofágicos: Poucos sabem, mas a inervação esofágica se inicia nos gânglios cervicais simpáticos e termina nos gânglios laterovertebrais da região torácica (até o nível de T9) e plexo celíaco (T5-T9). Isso quer dizer que problemas esofágicos podem referir dores que se iniciam na cervical até torácica, mas ele tem prevalência pela região torácica. Geralmente essas dores surgem em pessoas que possuem alguma irritação esofágica, como esofagite, causada por refluxo gastroesofágico.

Tipos de dor: Dor constante que piora em algumas horas do dia, piora à noite, tendo um sono relativamente agitado. O paciente apresenta pigarro freqüente, otites, e azia, as vezes dores ou dificuldade ao engolir. Pode vir associado a dores no peito.

Problemas digestivos:  O estômago, parte do esôfago, fígado, duodeno e pâncreas são inervados pelo gânglio celíaco que se origina das vértebras de T5 a T9. Quando apresentam problemas nos órgãos, referem dores nessa região neurológica. Ou seja no meio das costas, por isso que quem tem úlcera gástrica, geralmente reclama de dores nas costas. Mas não precisam chegar a ter uma patologia, mas só o fato do órgão não estar bem, já podem referir dores.

Tipo de dor: Pode doer constantemente ou em horários específicos. Pode ou não causar limitações de movimento. O paciente geralmente apresenta disfunções digestivas (enjôos, gastrites, esofagites, azia, fermentação excessiva, má digestão, etc..). Tensão nos músculos cervicais e do ombro.

 
 
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