Dor no Ombro   « Voltar
 

Vértebras cervicais (região do pescoço): Toda inervação do membro superior tem a sua origem na região cervical, o plexo braquial (C4-T1), realiza toda função tanto de mobilidade quanto de sensibilidade do membro superior. Sensações de dores, diminuição de força e formigamento, muitas vezes são causadas por um problema cervical, pois repercutem diretamente no nervo. Um problema cervical pode, também, influenciar no tônus e na força de várias musculaturas, consequentemente, no bem estar geral do ombro, como levantador da escápula, trapézios, escalenos, peitoral, manguito rotador. No escaleno em especial a tensão muscular pode piorar a irritação dos nervos de todo braço, por que eles passam entre o escaleno anterior e o médio.

Tipo de dor: Dor com limitação de movimento do pescoço, apresentando ou não formigamento nas mãos. O paciente geralmente se queixa de uma tensão na região cervical, dores no pescoço, ombro, membros superiores, mandíbula ou cabeça.

 Obs: Muitas vezes essas irritações neurológicas não são diagnosticadas por exames por imagens ou eletroneuromiografia. Pois geralmente o nervo ainda não está estruturalmente lesado, e sim irritado, está em processo de lesão.

Vértebras torácicas: Além de realizar a inervação dos membros superiores (C7-T1 responsável pela inervação da região interna/medial do antebraço e mão). A região torácica é, também, responsável por toda vascularização do membro superior, seus nervos são responsáveis pela vasomotricidade das artérias que vascularizam os membros superiores, um problema na região torácica, pode diminuir o aporte sanguíneo, podendo causar dores difusas pelo braço, ou em algum tecido específico.

Outra importância está na primeira vértebra torácica, nela está inserida a primeira costela, ela é responsável por parte dos movimentos do ombro, então um problema vertebral influenciaria diretamente o bom funcionamento da costela e vice-versa, e qualquer disfunção nessa região altera  toda mecânica articular do ombro causando dores. A primeira costela pode causar irritações no plexo braquial (nervos do membro superior), pois o mesmo passa superiormente à costela. E problemas neurológicos importantes pela íntima relação com o gânglio estrelado.

Tipo de dor: O paciente apresenta dores e limitações dos movimentos do ombro e do pescoço, associados a dores torácicas e de cabeça. Pode apresentar formigamentos e diminuição da força, por todo o membro chegando às mãos.

Clavícula: Qualquer problema na clavícula irá comprometer todos os movimentos da articulação do ombro, pois ela trabalha em conjunto com a articulação gleno-umeral. A articulação acrômioclavicular é considerada a segunda articulação mais importante do ombro. Diversas dores no ombro podem ser decorrentes às lesões traumáticas na clavícula como um acidente automobilístico onde o cinto amorteceu todo impacto em cima da clavícula ou quedas espalmadas. A clavícula pode causar dores e problemas neurológicos, pois o plexo neurovascular passa logo abaixo da clavícula, e alguns traumas e disfunções claviculares podem lesar essas estruturas e gerar problemas para todo o membro superior.

Tipo de dor: Dor e muita limitação de movimento, principalmente em rotação.

    Costelas: A primeira costela apresenta um papel muito importante no funcionamento do ombro, ela apresenta inserções musculares e ligamentares importantes a toda cintura escapular. A primeira costela realiza movimentos sinérgicos com a clavícula, portanto, pode alterar os movimentos do ombro, ela serve de inserção distal do músculo escaleno que está diretamente relacionado com as sintomatologias de nevralgias do membro superior (o plexo braquial passa entre os escalenos).

Essa compressão pode acontecer, também, se a primeira costela estiver elevada, comprimindo os nervos do plexo braquial, que passa entre a primeira costela e a clavícula, gerando sintomas neurológicos (dor, sensibilidade na pele, perda de movimento, formigamento).

As outras costelas também são importantes por que diversas musculaturas que atuam no movimento do ombro se inserem nas costelas como serrátil anterior, peitoral menor, entre outros. Problemas nessas costelas podem aumentar o tônus muscular e afetar toda mecânica articular do ombro.

Tipo de dor: A dor pode refletir para todo braço, dor de cabeça e no ombro. Pode ou não ter restrição de movimento e dor ao respirar.

Escápula: Lembrando que a articulação gleno-umeral consiste na cabeça do úmero e a cavidade glenoidal que é uma das partes da escápula. Osso de grande importância na mecânica articular do ombro, participa em diversos movimentos tanto de rotação, quanto de elevação e depressão, um problema na mobilidade da escápula, impossibilita que a articulação do ombro realize os movimentos de forma adequada, acarretando em uma grande restrição do movimento articular, gerando stress na região e consequentemente dor em vários tecidos.

Tipo de dor: Dor em diversos planos de movimento, com restrição articular. Tensão muscular na região escapular.

Problemas na região pélvica (quadril): Os ossos da região pélvica influenciam diretamente no bom funcionamento do ombro, a principal estrutura que representa essa ligação é o latíssimo do dorso, um músculo que começa no osso ilíaco e termina no úmero. A alteração pélvica altera o tônus muscular do latíssimo do dorso, que obriga outras musculaturas a trabalhar de forma mais estressante, como o músculo supraespinhoso (responsável pelo movimento de abdução ou abertura lateral do braço) e conseqüentemente causar dores no ombro, esse é um dos motivos que o tendão do supraespinhoso é comumente lesado.

Tipo de dor: Dor principalmente ao realizar contrações dos músculos do ombro, associados ou não com dores lombares e no quadril.

Músculos: vários músculos atuam nos movimentos do ombro, trapézio (elevação do ombro), supraespinal (abdução), latíssimo do dorso (adução), infraespinal (rotação externa), subescapular (rotação interna), redondo maior (rotação interna e adução), redondo menor (rotação externa e adução), serrátil anterior (estabilização), peitoral maior (adução horizontal), dentre outros que se inserem na escápula e tem ação direta no movimento do ombro como rombóides, elevador da escápula.

Algumas musculaturas não realizam uma ação muscular direta no ombro mas atua de forma sinérgica nos movimentos articulares, além de apresentarem grande importância na parte neurológica do membro superior, são eles, escalenos e peitoral menor e coracobraquial, todos os nervos que inervam o braço, obrigatoriamente passam por essas musculaturas. A tensão muscular pode alterar a informação neurológica, gerando sintomatologias neurológicas (dor, formigamento, diminuição da sensibilidade) no membro superior afetado.

Tipo de dor: Dores referidas para a cabeça, antebraço e mão. Dói geralmente quando realiza a contração, alongamento e pressão muscular e em alguns casos, por estarem intimamente relacionado com nervos, dores difusas, formigamento, alteração da sensibilidade tátil, dor que “anda”, e diminuição do movimento.


Ligamentar: O ligamento que mais pode causar dores no ombro é a cápsula ligamentar. Pode ser causado por traumas ou de forma idiopática (sem causa específica), como é o caso da capsulite adesiva (ombro congelado).

Tipo de dor: Dor em determinados graus de movimentos, muita limitação articular e dor ao alongar. É normal essas dores cessarem de forma inexplicável ou perdurar por anos.


    Nervos: Tem grande importância nas principais sintomatologias, são responsáveis por tudo, sensibilidade, contração muscular, sensação de dor, tudo. Mas as pessoas ainda confundem esse tipo de dor, pois é estranho entender que a dor pode vir de um nervo, e não necessariamente de uma músculo ou articulação, não precisa necessariamente estar lesado, só o fato de comprimir, irritar, já é necessário para desencadear muita dor. Pode ser causado por hérnias discais, músculos, articulações (principalmente as vertebrais) como foi citado acima, isso pode gerar dores e limitar o movimento e alterar a sensibilidade.

Tipo de dor: Dores locais ou difusas, pele sensível e extremidades ósseas doloridas (ponta dos ossos). Muitas vezes desencadeiam formigamentos, diminuição da força e dores que “andam”.


Problemas digestivos: Já está comprovado que a inervação do sistema digestivo realiza uma ligação com o alguns nervos da região cervical, que conseqüentemente referem dores para o ombro. A relação está principalmente no nervo frênico, que ele faz uma inervação somática na região do plexo celíaco, responsável pela inervação dos órgãos digestivos altos. O problema hepático, estomacal, duodenal e vesicular, podem causar dores difusas na região torácica e nos ombros.

Tipo de dor: Pode doer constantemente ou em horários específicos. Pode ou não causar limitações de movimento. O paciente geralmente apresenta disfunções digestivas (enjôos, gastrites, esofagites, azia, fermentação excessiva, má digestão, etc..). Tensão nos músculos cervicais e do ombro.

    Problemas pulmonares: O pulmão é inervado pela região cervical baixa e pelas vértebras torácicas altas. Por isso problemas pulmonares podem referir dores cervicais, torácicas e principalmente nos ombros, que também são inervados pela mesma região. Outra relação é pela diminuição da mobilidade das costelas, por que os pulmões se inserem diretamente nelas, e principalmente na primeira costela (ligamentos costopleurais), que como vimos anteriormente atuam na mobilidade articular do ombro.
A rigidez causada nas costelas baixas, além de alterar o tônus de diversas musculaturas, ele atua diretamente na contração do diafragma, que se por sua vez pode alterar os órgãos digestivos e levar a dores nos ombros (ver dores viscerais).
Tipo de dor: Dor bilateral contínua, limitante, dá uma sensação de “peso” no tórax e nos ombros. Pode piorar durante os exercícios físicos, são associados sintomas pulmonares como falta de ar, tosse, secreção.

Problemas cardíacos: O coração é inervado pela região cervical e torácica, portanto, qualquer problema cardíaco pode referir dores no pescoço e em todo o membro superior (inervação cervical e torácica). Muitas pessoas já sabem que durante o infarto muitos pacientes referem dores e formigamentos no ombro e em todo o membro superior esquerdo.
Temos que levar em conta também que o coração influencia diretamente nas vértebras da transição cérvico-torácicas, pois existe um ligamento chamado vertebropericárdico que se estende do coração até a região anterior das vértebras. Além disso, a alteração do fluxo sanguíneo compromete o bem estar de todo o tecido da região do ombro que recebem a vascularização direta da subclávia, que se origina da artéria aorta.
Tipos de dor: Dor constante, associada a formigamento, com pouca limitação articular. Cansaço freqüente, sensação de “peso” na cervical trapézio e nos ombros, tendo uma predileção pelo ombro esquerdo.

Problemas vasculares: O ombro recebe a vascularização das artérias (axilar e braquial) que se ramificam da artéria subclávia. Qualquer problema de obstrução, ou de constrição vasomotora (estímulo simpático), que altere o fluxo sanguíneo para os tecidos da região, pode desencadear dores. Isso pode ser decorrente a história de traumas na região torácica, acidentes automobilísticos, quedas e cirurgias com fibroses na região circulatória.
Tipos de dor: Dor difusa, contínua que altera pelo posicionamento do braço, e com algumas atividades físicas ou ingest]ao de medicamentos vaosativos. Pode ser confundido ou associado a dores neurológicas (lembrando que os nervos também recebem vascularização perineural e das artérias que acompanham o trajeto neurológico).

Problemas diafragmáticos: O diafragma como poucos sabem não está somente localizado na região tóraco-lombar, ele se estende até a região cervical, a inserção distal localiza-se nas últimas 3 costelas, processo xifóide, e vértebras lombares até a L3, mas a inserção proximal começa pelo ligamento cardiofrênico, passa pelo mediastino e termina a sua inserção até as vértebras cervicais baixas e torácica alta. Por isso ele pode causar disfunções cervicais e repercutir dores no membro superior.
Outro fator é a proximidade do diafragma com as vísceras digestivas altas que como foi dito anteriormente (vide problemas digestivos), podem causar dores no ombro. O diafragma serve como ponto fixo de inserção do fígado pelos ligamentos coronários e triangulares e o pilar direito faz um arco e circunda o esfíncter gastroesofágico.
Tipos de dor: Dor com ou sem limitação articular, piora com exercícios, e pode vir associado a dores lombares em faixa. Os problemas digestivos podem estar associados a sintomas digestivos (azia, dores abdominais, gastrites, enjôos, má digestão e refluxo).

Cicatrizes: As cicatrizes principalmente localizados na região peitoral (próteses, pulomar, ortopédico, ..), axilar (prótese mamária, hiperhidrose, ortopédicas,...) e cervical (ortopédicos, tireóide,...), podem causar enrijecimento dos tecidos profundos, alterando a vascularização e mobilidade, causando dores no ombro decorrente a problemas de tensões musculares, hipersensibilidade neurológica, dentre outras.
Tipos de dor: Dores com limitações articulares, associados sintomas de tensão muscular, neurológico e fascial (sensação de estiramento da pele).

 
 
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